Slow Parenting: Quando menos é mais

Slow Parenting: Quando menos é mais

Tudo o que eu queria é um pouco mais de tempo. Tempo para brincar. Tempo para não fazer nada. Geralmente minhas atividades diárias não acabam antes das 21h. Nos sábados também tenho compromissos. As únicas pausas que faço durante o dia é para comer ou para se deslocar. Domingo é o único dia que eu posso fazer o que quiser, quer dizer, quando não tenho que fazer as coisas que deixei pelo caminho durante a semana.

Apesar de todos esses problemas estarem presentes na lista de coisas que pretendo resolver em 2014 o texto acima dessa vez não é sobre mim. O texto acima representa a principal queixa das crianças que passam com psicólogos por conta da ansiedade. Pausa para assimilar.

A ansiedade já é a principal queixa das crianças. A infância foi transformada em uma corrida de aventura, daquelas do Domingão do Faustão, em rumo à perfeição. As crianças são verdadeiras miniaturas de executivos com a agenda cheia. O resultado? Frustração!

A partir desse problema, surgiu o movimento Slow Parenting (Pais Sem Pressa). O Slow Parenting prega que as crianças tenham menos compromissos e mais tempo para fazer nada. O termo surgiu pela primeira vez na visão do jornalista Britânico Carl Honoré. Segundo ele, muitas crianças têm todos os momentos agendados ou monitorados. O que resulta em uma extrema dificuldade para serem independentes.

“Tudo começou quando a professora do meu filho disse que ele ‘era um jovem artista talentoso’. Na hora, a visão de criar o novo Picasso passou pela minha cabeça. No mesmo dia, comecei a procurar cursos de arte para meu filho, que na época tinha sete anos, até que o menino disse: “Pai, não quero ter um professor, só quero desenhar.” Relembra Carl.

Essa mania que os adultos têm de cuidar de tudo. Como professor de matérias relacionadas diretamente com criação, consigo perceber claramente a dificuldade que a galerinha tem de tomar decisões e de usar a criatividade.

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7 Mandamentos do Slow

1. Sem Agenda

Crianças de 0 a 5 anos não precisam de atividades estruturadas: devem aprender de forma livre

2. Miniexecutivo

Atividades extracurriculares podem ser ótimas quando trabalham o corpo e a mente. São ruins quando são exaustivas ou feitas só pensando no currículo.

3. Dê ouvidos

A opinião de criança deve ser considerada na hora de escolher uma atividade.

4. Menos, menos

Simplifique a agenda dos seus filhos, deixando tempo livre para brincar.

5. Tédio faz bem

Deixar com que as crianças fiquem entediadas, é um forma de fazer com que fiquem mais criativas.

6. Ócio Familiar

Reserve algumas horas na semana para “fazer nada” em família – conversar, jogar, cozinhar, sem nenhuma programação prévia.

7. Novos Amigos

No parquinho, resista à tentação de brincar com a criança o tempo todo. Deixe ela brincar com outras pessoas.

 

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