O FUNK que você não conhecia!!

O FUNK que você não conhecia!!

Bom dia pessoal, como vão?

Hoje vim aqui falar de FUNK. Funk música mesmo, o verdadeiro funk,  não aquela chatice que a gente ouve ultimamente por todos os cantos do Brasil que chamam de Funk Ostentação ou Funk Carioca. Esse assunto pode não ser novidade para muitos de vocês, talvez você já tenha recorrido a celebre frase “eu gosto de Funk, mas não esse Funk, gosto do Funk de James Brown”. Pois é! é do Funk do James Brown que eu estou falando. James Brown foi e sempre será o rei do Funk, mas vamos um pouco mais a fundo:

O Funk é um estilo musical surgido nos Estados Unidos em meados dos anos sessenta juntando elementos do Jazz, Soul e Rhythm & Blues. Apresenta toda a complexidade necessária para ser considerado um ESTILO MUSICAL COM LETRAS MAIÚSCULAS, ou seja, foi influenciado por outros estilos, devolveu influências, evoluiu, possui técnicas próprias de execução, uma linguagem musical própria, e transcendeu a música para permear outros domínios artísticos, como a moda, a dança et cetera, et cetera.

Então, para seu papo não ficar só no “eu odeio Funk” e “Eu gosto do James Brown, o verdadeiro Funk”, vamos dar uma olhada, ou uma ouvida, nos outros ingredientes desse caldo.

Por isso irei postar periodicamente um bom álbum de Funk, ouçam (de preferência) e me digam o que acharam, quem sabe você não converte um funkeiro no processo. Eu prometo que posto um álbum do James Brown até o final da série, mas não prometo respeitar a ordem cronológica da coisa, farei o que o Swing do meu coração mandar, se faltar alguma coisa por favor indiquem, de preferência o que estiver disponível no YouTube. Se você está afim de guitarras com Wah-Wah, Slap-Bass e baterias frenéticas, prossigam:

Baby Huey – The Baby Huey Story – The Living Legend (1971)

James Ramey, por ser muito gordo foi apelidado de Babby Huey, nome de um personagem de quadrinhos dos anos 50, um pato gordão vestido de bebê que não tinha metade do talento do nosso Huey, James Ramey levou na esportiva e fundou a banda Baby Huey & the Babysitters (o bebê Huey e as babás).

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Foi um gênio de sua época mas morreu e deixou apenas um álbum gravado que foi lançado postumamente “The Baby Huey Story – The Living Legend”. Esse álbum é realmente fantástico, a energia das composições só pode ser definida como “O QUÊ EU ESTOU FAZENDO NO ESCRITÓRIO AGORA?” e de quebra tem uma versão de California Dreamin instrumental, SUPER PSCICODÉLICA. Sinceramente eu me pergunto: porque ninguém fica ouvindo esse álbum sem fones de ouvido no buzão?

Ironicamente o título “lenda viva” do álbum tornou-se realidade pois Baby Huey ainda vive na forte influência que teve sobre o Hip-Hop sendo um dos artistas mais “sampleados” dentro do RAP, a canção Hard Times deste disco parece realmente o protótipo das bases de RAP que surgiram posteriormente, como vocês podem ver aí abaixo.

Hard Times…

… e seus filhotes!

 

4 Respostas

  1. Fábio Corsato
    | Responder

    Muito bom Daniel!
    Eu curto muito encontrar novas musicas e ainda mais quando é um bom funk como o que você nos brindou.
    Como um fã de blues, funk, reggae e um bom rock n’ roll adoro esse compartilhamento musical.
    Parabéns.

  2. […] os dias da semana. Imagino que desde minha última aparição vocês já tenham ouvido o álbum do Baby Huey que eu postei anteriormente (daí o Parte […]

  3. zilda
    | Responder

    Adorei rever o personagem do desenho animado. Era o desenho que eu mais gostava.
    Por ser grandão ele sempre estragava a brincadeira dos outros patinhos. Mas no final ele
    era sempre um herói, pois só ele tinha um porte físico capaz de enfrentar e defender seus
    amiguinhos.
    Valei ler o seu artigo.

  4. Daniel Moscardo
    | Responder

    Escute por 2 minutos e tente parar de ouvir!!! Sensacional…

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