O preconceito dentro do Marketing

O preconceito dentro do Marketing

Como podemos definir isso? Simples: tudo que é feito pra vender tem algum preconceito contra algum público.

Ja notou que nos comerciais de cerveja sempre tem mulheres semi-nuas e bonitas? Porque o grande publico-alvo são homens, e homens (a grande maioria) gostam de mulheres, especialmente se forem bonitas e estiverem semi-nuas. Existe sim um grande publico gay e feminino que gosta muito de cerveja, mas eles não são a grande maioria e o que importa em questões de marketing é vender.

Você ja viu algum garoto em comerciais de brinquedos considerados femininos? Eu não. Por que? Porque grande parte dos pais que vão comprar esses brinquedos tem filhas mulheres e são elas que precisam representar o “rosto” do produto. Isso vem mudando conforme o passar do tempo, é claro, afinal, a área de Marketing precisa SEMPRE de inovação, ou a coisa não vai pra frente.

É só ver quando a Sandy foi chamada pra fazer o comercial da cerveja Devassa. Ela sempre foi considerada “santinha” pela sociedade, então quando ela fez o comercial, mesmo quem não conhecia ou gostava da marca acabou comentando sobre. Foi algo diferente do que todos estavam acostumados e ninguém esperava por aquilo, além de ter apelado pra uma grande parte do publico feminino que pensava que cerveja era só coisa pra mulheres “sem classe”. O comercial foi leve, divertido, teve mulheres e homens dançando a mesma musica, fazendo caras e bocas e se divertindo, como geralmente é o clima dentro de um bar aonde se consome cerveja.

Marketing é genial as vezes.

Mas afinal, é preconceito mesmo?

Depende de como você olha. A função do profissional do Marketing é pensar pra vender, não pensar pra viver. As vezes tudo o que o profissional mostra é reflexo de alguma sociedade ou pensamento conjunto e não um reflexo dele mesmo e muitas pessoas confundem isso. Ou as vezes, as pessoas acabam esquecendo que até polemicas são planejadas com o intuito de vender. O exemplo citado acima da Sandy mesmo foi uma polêmica. Deu certo? Deu mais que certo. Quando chamaram justamente alguém que não tinha nada a ver com a campanha ja sabiam sobre a fama dela e sabiam o buzz que isso iria gerar. Se você compra o produto ou não, não importa, mas você sabe da existência dele devido a uma polemica e isso gera dinheiro também.

Vejamos um exemplo.

A grande franquia Starbucks decidiu fazer algo de diferente nos EUA. Eles botaram duas drag queens para fazer o novo comercial da sua franquia. Adore Delano e Bianca Del Rio, ambas participantes do reality show RuPaul’s Drag Race, que vem cada vez ganhando mais fama lá fora e aqui no Brasil. O show é famoso, as duas estrelas do comercial bombaram desde o programa.

Foi um ato contra o preconceito? Foi. Mas já pensou em quanto dinheiro a Starbucks não faturou com isso? Pois eles apelaram pra um publico que está “em alta” no momento para a sua franquia. Quem não iria pensar “que legal, eles são contra o preconceito, vou apoiar essa empresa” ?

O comercial foi tão bem recebido que teve até uma versão com “final alternativo”.

Veem como marketing esta embutido até no que pensamos que não está? Isso será pauta pra outro dia porque o tempo esta acabando, mas lembrem-se: nem sempre o que te vendem é o que a pessoa quer passar e sim o que a sociedade quer comprar.

Nem sempre o vendedor concorda com a loja ou o produto, mas é o trabalho dele. E outra coisa: mamilos. Mamilos são polêmicos.

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